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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Livro: Os Diários de Carrie - Candance Bushnell

Faz eeeras que não venho até aqui trazer dicas de leitura para vocês né?! Além do fato de ter abandonado o blog e tudo mais, eu realmente não li nada nos ultimos tempos, pra falar bem a verdade, não me orgulho nada disso, mas em 2010 só li UM livro, SÓ um, dá pra acreditar?!
Maas mudando essa realidade e voltando pro foco. Hoje lhes apresento "Os Diários de Carrie" o qual eu desejei neste post aqui! Continuando, ganhei ele de natal, no amigo secreto do ex-TDB (que estará sempre em meu coração) de uma queridíssima, a Francisca Nery (depois vejo o link do blog dela e coloco aqui!). Porem, com todo o meu desligamento das coisas boas da vida, acabei por deixa-lo de lado e só agora eu realmente o li.

Vamos lá! Devoreeeei ele esta semana e terminei de ler a poucas horas.. sem mais delongas, vamos falar do livro em si:
Uma introdução rapida para quem nunca ouviu falar, não sentir-se perdido: O livro conta como era a vida da minha amada e inspiradora Carrie Bradshaw de Sex and the City.. Porem a linha do livro segue muuuito diferente do que encontramos na série. Nos Diários de Carrie, ela tem seus 17 anos de idade, é virgem, está terminando o ensino médio, vive aquele malvado dilema sobre o pós colégio, faculdade, vida, trabalho, além, claro, dos garotos, como lidar com eles quando não se tem experiencia nenhuma?!

Achei em parte, muito similar ao modo da Meg Cabot escrever, e não sou a única, nas criticas que vi por ai, comenta-se muito essa semelhança mas o pessoal destaca algo que também me chamou a atenção, o fato de os personagens secundários terem seus próprios dramas, terem uma vida particular cheia de problemas diferentes, os quais são detalhados e aprofundados no livro, diferente de Meg que geralmente foca em seu personagem principal, deixo os outros participantes um pouco ocultos, como se eles não tivessem vida e problemas longe do personagem central.

Enfim, voltando ao livro (preciso melhorar esse meu probleminha em me distrair) eu simplesmente adorei ele, o modo como ela escreve e algumas situações bem próximas da vida real, aquelas coisas que realmente podem vir a acontecer na vida de uma garota. Mesmo que já faz alguns anos que sai do colégio, ainda me identifico com os casos descritos no livro, muitos deles que só foram acontecer comigo agora, na faculdade, ou na vida adulta, como se pode chamar..
Carrie mora em uma cidade do interior, sonha ser uma grande escritora e morar em nova york, mas quebra a cara algumas vezes para perceber que isso não é assim tão facil quanto possa parecer.
Vou confessar que, tenho uma mania meio esquisita, mas quando estou nos primeiros capitulos de um livro, geralmente quando um romance começa a se desenrolar, dou uma passada rápida com os olhos pela ultima página do livro, só para saber se o nome daquela pessoa, aparece ali e com este livro me surpreendi, porque enquanto procurava pelo nome do garoto com quem Carrie começa a sair, o cara pelo qual ela morre de amores, acabo achando, na verdade, o nome de uma das integrantes de sex and the city e isso me deixou muito mais afobada para ler de uma vez e chegar no final, até esqueci o garoto.
O final, é realmente incrível. Não tem como imaginar que vai acabar daquele jeito sabe?! Ele simplesmente, não é previsível, não fica todo mundo feliz e tudo mais..Alem, obviamente, de deixar você morrendo de vontade de ler a continuação, porque, AGORA é que as coisas vão se encaminhar, dá pra entender?
A continuação já foi lançada nos EUA mas sem previsão de lançamento no Brasil :/
Não vejo a hora de receber um daqueles emails da Record me avisando sobre o lançamento! *-*

A capa é um assunto a parte, muita gente preferia a capa americana (eu não) no começo e depois acabava por ver que essa ai é muito melhor e está muito mais no contexto do livro. Eu achei as duas lindas, mas tenho minhas preferencias por esta aí..

Enfim, fica a dica pessoal, eu sei que perdi um pouco a capacidade criativa e de desenvolvimento de texto com essa pausa na minha vida cultural e de 'escritora', mas prometo melhorar e trazer mais dicas pra vocês com o passar do tempo.

Alguém aí tem uma boa dica de livro ou filme pra me passar? Beijos, até mais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Livro: Um Bestseller pra Chamar de Meu – Marian Keyes


Marian Keyes, como sempre, não decepciona. Quem conhece um livro dela que seja, sabe o jeito maravilhoso que ela escreve, aqueles livros gigantes mas que nos apaixonamos e ficamos agarradas até terminar. Um Bestseller pra Chamar de Meu, segue as mesmas linhas dos outros livros dela que eu já li. Me idêntico com os personagens e sinto-me ansiosa, penso no livro enquanto não estou lendo, pra imaginar o que irá acontecer no final.
Esse livro fala de três mulheres: Jojo é uma agente literária (que profissão perfeita meu Deus!) que é linda e maravilhosa, tanto no trabalho quanto em pessoa. Tem uma paixão imensa pelo seu chefe e como nem tudo é perfeito, ele é casado.
Lily é uma cliente de Jojo, que numa época ruim da vida, escreveu um livro bem açucarado que acabou virando sucesso no mundo literário. É casada com Anton e tem uma filhinha fofa chamada Ema, mora numa situação complicada e não anda nadando em dinheiro não.
E por fim, não menos importante, Gemma, organizadora de eventos, vive atarefada de coisas pra fazer no trabalho, nunca conseguiu esquecer o amor de sua vida, Anton, que foi ‘roubado’ dela pela melhor amiga Lily. Como se tudo isso não lhe fosse suficiente, o pai sessentão resolve abandonar a mãe e ir morar com a secretária (típico!). Ela as trinta e poucos anos vira praticamente babá da mãe.

O livro vai, a cada capítulo, contando a história de uma delas, porém, como as histórias são meio interligadas acabamos sempre sabendo do que está acontecendo com uma, através do capítulo que fala de ouuutra. Enfim, são 741 páginas (sim, enorme!) de vício, romance, comédia, drama e tudo mais que se pode imaginar.
Se você estiver assim de férias, como eu, em pouquíssimos dias você acaba com ele. Eu geralmente leio os livros dela em uma semana, mas como final de ano tem viagens, e um monte de coisas pra fazer, acabei demorando mais para terminar, mas mesmo assim, devorei-o. Caso você trabalhe e ache que não tem tempo pra esse tipo de coisa, minha mãe trabalha praticamente dia e noite numa loja e conseguiu terminar o livro em menos de uma semana. Consegui viciar minha mãe em Marian Keyes também, afinal, quem não gosta!?
Finalmente uma resenha minha, há quanto tempo vocês não viam isso por aqui? E aí, me contem, alguém já leu o livro? Gostaram da dica!?
E afinal, como anda esse começo de ano pra vocês? Que passou voando por falar nisso.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Livro: Tamanho 42 não é Gorda – Meg Cabot


“Heatler Wells é uma ex-cantora de grande sucesso entre os adolescentes. Ela acaba de rompe com sua gravadora, flagrou seu noivo com outra garota e teve toda a sua fortuna roubada pela mãe que está morando na Argentina agora. Como se não bastasse tudo isso Heatler agora está usando tamanho 42 (tamanho médio entre as norte-americanas). Heatler ainda terá que enfrentar um grande mistério em seu local de trabalho, o Alojamento Estudantil, quer dizer, conjunto residencial estudantil. Com uma grande dose de humor Meg Cabot conseguiu reunir alguns fatos da vida de uma garota que foi traída, roubada e que aumentou seu quadril, só porque queria fazer e cantar suas próprias músicas!”.

Não gostei dessa descrição, mesmo tendo uma parecida na capa do livro a história não é nem um pouco idiota quanto parece (parece idiota, não parece?). É incrível esse livro, pra quem conhece Meg Cabot eu nem preciso comentar né, mas pra quem ainda não conhece o modo dela de escrever, não perca tempo, é magnífico! O diferente, é que esse tipo de história, geralmente é um romance com uma dose tripla de humor não é?! Pois é, mas esse não tem o romance, (ta, ela até gosta do carinha, mas isso é o de menos no livro). Você se prende a história, querendo descobrir logo o que vai acontecer e o que menos lhe interessa é se ela ficará com o carinha no final ou não! É um livro ótimo e daqueles que você devora em dois ou três dias, sem precisar tirar muito tempo para lê-lo.
Enfim, é uma super-recomendação pra vocês nessas férias, e inclusive, recomendo até pros garotos. Alias, não considere o título do livro, porque ela não fica o tempo todo reclamando do tamanho 42 dela ok!?.

É isso gente, logo terei novidades pra vocês aqui do blog, um beijão! Ótimo final de semana, que o meu será dentro de uma sala de aula cheia de japoneses/coreanos/chineses.

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domingo, 28 de junho de 2009

O Garoto da Casa ao Lado – Meg Cabot

Motivos para gostar, ou melhor, amar este livro: Se você gosta de Meg Cabot, já leu algo dela, sabe do que estou falando.
Se você se interessa por livros que lhe prendem dentro dele, que tem caras bonitos, que tem espionagem de vizinhos, que tenha mistérios, que tenha um cara que seja simplesmente perfeito, mas mesmo assim normal, sem nada muito fictício. Gosta de mulheres meio doidas e que você geralmente se identifica perfeitamente. Esse será o próximo livro que você irá ler.
Contar um pouquinho do livro pra vocês: ele é todo em forma de e-mails, quando minha amiga me contou isso eu achei que seria uma porcaria, muito pelo contrario, isso facilita a leitura e a torna mais rápida, que você não tem idéia. A história conta sobre Mel, uma jornalista de coluna de fofocas de celebridades (ahh vá lá, todas nós já sonhamos em ser assim, não?!), que um belo dia encontra sua vizinha de apartamento caída na sala, vitima de uma pancada, a velha entra em coma e por causa disso o sobrinho dela vai morar no apê da velha pra cuidar dos bichanos dela (eu sempre imagino velhinhas cheias de bichinhos, está era a velhinha). Acontece que ele, na verdade não é ele.
Daqui pra frente você descobre lendo o livro, pois é muito saco contar tudo. Espero que tenham ficado com água na boca, ou dedos atiçados. Tanto faz.
Um grande beijo fofuras, e até mais!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sushi – Marian Keyes

Lisa, Ashling, Codagh, três mulheres que moram em Dublin (Keyes adora Dublin, rs).
Lisa é linda, bem sucedida, está sempre impecavelmente perfeita. Praticamente é a mulher que eu vejo sendo eu mesma no futuro, em muitos fatores, não todos, deixar claro.
Ashling, meio atrapalhada, mas sempre com o lema: “Uma mulher prevenida vale por duas”. Essa eu me identifiquei agora, no presente, confusa, atrapalhada e meio neurótica.
E finalmente Codagh, uma linda mulher, com a vida mais perfeita que se pode imaginar, o marido extremamente prestativo e lindo, filhos e uma casa do tipo casa de revista de decoração. Uma vaca! Garrei ódio dela. Mais ainda nas ultimas dez páginas que eu percebi que já agi exatamente como ela, uma imbecil completa. Mas isso não me ajudou muito, só fez com que eu ficasse comparando um pouco minha vida com a dela.
Sem mais detalhes, odeio ficar contando tudo que acontece, senão quando você for ler não terá graça. Gostei do livro, apesar de preferir outros livros da Keyes, esse é lindo e eu aceito ele de presente sim! rsrs. É divertido pra descontrair e pensar um pouco na vida, tenho certeza que cada mulher tem um pouquinho de Lisa, Ashling e Codagh dentro de si, mesmo elas sendo totalmente inversas uma da outra.

Fica a dica.
E em relação ao nome do livro, não é que eu to aprendendo a comer essa coisa, quem sabe um dia eu venha a gostar. :D

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Princesa Mia – Meg Cabot

Bom, como eu não consegui emprestar de ninguém o 9º livro da série O Diário da Princesa – Meg Cabot; então acabei comprando ele, afinal a americanas estava com uma promoção bem boa!!
Decepcionei-me um pouco com esse Volume, porque tudo bem que a série tem que acabar um dia, depois de 10 livros e 3 intermediários, é normal que esteja pelo fim. Mas é muito chato quando no final tudo tem que começar a ser resolvido e tal. É por isso que não gosto de assistir novela, ta eu até gosto, mas não assisto porque acho esses finais chatos! Sempre dá pra continuar, e porque não fazer isso?!
Voltando ao livro; achei que esse teve um pouco mais de surrealismo do que os outros. Tipo é óbvio que ninguém aos 14 anos sendo o patinho feio do colégio vira uma princesa popular, mas mesmo assim não tem guerra nas estrelas e nem vampirinhos pela história.rs.
Mas enfim, uma viciada, reclama, mas não larga o vício, de qualquer modo continuo gostando da coleção então se alguém, alguém muito generoso claro, quiser me enviar um presente, é só enviar algum livro dessa coleção, tenho apenas o 1º; 5º e 9º. O 1º comprei com intuito de começar a coleção, o 5º só comprei para que o frete do 9º saísse de graça.
De qualquer forma, achei algumas frases super engraçadas e talvez, eu coloque algumas aqui, provavelmente quando não tiver o que postar, ou não haver tempo pra fazer algo descente. Até.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O Pagador de Promessas - Dias Gomes

Zé-do-Burro, um sertanejo, carrega nas costas uma imensa cruz por mais de sete léguas, até a Igreja de Santa Bárbara, em Salvador, para pagar uma promessa. Tudo o que ele quer é depositar a cruz dentro da igreja e pagar assim sua promessa, mas as coisas não serão tão fáceis.

Tenho só 5 curtinhos minutos para fazer esse post, juro que outro dia falo mais a fundo desse livro, que hoje de pela manhã eu devorei! Começei ontem a tarde, li algumas páginas, e hoje eu li o resto (80% do livro,rs) Gostei!!!
Está chegando a minha época de vestibulares, e eu vou lendo os livros desde já, não quero ficar que nem louca ano que vem, lendo livros e livros porque vão cair. Como esse ano ele está na lista da maioria dos vestibulares, ano que vem provavelmente não será diferente!
O livro é muito bom, fácil de entender e eu fiquei louca pra ver a peça! Recomendo a quem ainda não leu, uma ótima dica!!
Saudades meu povo! ;)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Princesa à Espera - Meg Cabot


Quarta-feira, 14 de janeiro, 3 da madrugada
OK, acho que estou entendendo aonde Grandmère estava querendo chegar com este livro. Mas sério, toda aquela parte onde a Sra. Fairfax alerta Jane para não ficar muito íntima do Sr. Rochester antes do casamento foi só porque naqueles dias de antigamente não havia métodos anticoncepcionais.
Além do mais – e eu devo consultar Lilly sobre isso –, tenho certeza de que é injusto basear o comportamento de alguém nos conselhos de um personagem de ficção, especialmente de um livro escrito em 1846.
Entretanto, eu realmente entendo o significado geral do alerta da Sra. Fairfax, que era isso: Não corra atrás de garotos. Correr atrás de garotos é ruim. Correr atrás de garotos pode levar a coisas horríveis tipo mansões se desfazendo em chamas, amputação de mãos e cegueira. Tenha algum respeito próprio e não deixe as coisas irem tão longe antes do dia do casamento.
Estou entendendo isso. Realmente estou entendendo isso.
Mas o que Michael vai pensar se eu simplesmente parar de ligar?????Quer dizer, ele pode pensar que não gosto mais dele!!!! E não é como se eu tivesse muitas coisas a meu favor, em primeiro lugar. Quer dizer, como namorada eu sou muito ruim, Não sou boa em nada, não consigo lembrar o aniversário das pessoas e sou uma princesa.
Acho que é isso que Grandmère quer dizer. Acho que você tem de manter os garotos na linha desse jeito.
Não sei. Mas pareceu funcionar com Grandmère. E com Jane, no fim. Acho que eu podia tentar.
Mas não será fácil. São nove da noite na Flórida agora. Quem sabe o que Michael está fazendo? Ele pode ter ido até a praia para um passeio e conhecido alguma garota que faz música, é bonita e sem lar, e que está morando na cais e ganhando a vida com os turistas, para quem ela toca interessantes canções folclóricas em sua Stratocaster. Eu nem consigo jogar tênis, quanto mais tocar um instrumento.
Aposto que ela está usando roupas cheias de franjas e é toda cheia de curvas e tem os dentes perfeitos como pedras preciosas. Nenhum cara pode passar apenas andando quando uma garota como esta está parada por ali.
Não. Grandmère e a Sra. Fairfax estão certas. Tenho que resistir. Tenho que resistir à vontade de ligar para ele. Quando você está menos disponível, isso deixa os homens loucos, exatamente como em Jane Eyre.
Embora eu ache que mudar de nome e fugir para morar com parentes distantes como Jane fez pode ser um pouco longe demais. Muito apelativo.

Cinco dias, sete horas e vinte e cinco minutos para vê-lo novamente.


Caraaaaa como eu amo esse livro, me divirto altus lendo ele! Xô Xô depre do post passado, hoje é sexta-feira, Graças a Deus e eu to feliz *-*
Quem digamos que acompanha meu blog deve pensar que eu nunca vo terminar de ler A Princesa à Espera, a questão é, que estou lendo 4 livros ao mesmo tempo e eu tinha parado com ele, agooora é que eu voltei e tal. Enfim, adoro!
PS: Meu aniversário, logo logo chega então se alguém estiver afim de me mandar presentes, me mandem livros, todos os que estão na listinha dos lidos ali do lado são os livros que eu quero. rs.
Beijo ótimo final de semana e tal.

sábado, 12 de julho de 2008

Dia Internacional da Pizza

Em homenagem ao dia 10 de Julho..

Dona Paulina ensinou à sua filha Rosário que cada ponto do rosto onde colocasse uma pinta tinha um significado. Na face, sobre o lábio, num canto da boca, no queixo, na testa... A pinta, bem interpretada, mostrava quem era a moça, e o que ela queria, e o que esperava de um pretendente. O homem que se aproximasse de uma moça com uma pinta – numa recepção na corte ou numa casa de chá – já sabia muito sobre ela, antes mesmo de abordá-la, só pela localização da pinta. A três metros de distância, o homem já sabia o que o esperava. A pinta era um código, um aviso – ou um desafio.
Anos depois, dona Rosário ensinou à neta Margarida que a maneira de usar um leque dizia tudo sobre uma mulher. Como segurá-lo, como abri-lo, sua posição em relação ao rosto ou ao colo, como abaná-lo, com que velocidade, com que olhar... Só pelos movimentos do leque uma mulher desfraldava sua biografia, sua personalidade e até seus segredos num salão, e quem a tirasse para dançar já sabia quais eram as suas perspectivas, e os seus riscos, e o seu futuro.
Muitos anos depois, a Bel explicou para sua bisavó Margarida que a fatia de pizza impressa na sua camiseta com “Me come” escrito em cima não queria dizer nada, mas que algumas de suas amigas usavam a camiseta sem a fatia de pizza.

(Códigos - Sexo na Cabeça, Luis Fernando Veríssimo)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Depois Daquela Viagem - Valéria Piassa Polizzi

Depois daquela viagem de Valéria Piassa Polizzi.
Hoje eu terminei de ler o livro que, com toda certeza, foi o melhor que eu já li até hoje. Pela indicação da minha amiga Phamella (valeu pham) peguei esse livro na biblioteca do colégio. Pensei até que não seria lá aquelas coisas, mas comecei a ler, não poderia ter feito coisa melhor, o livro é simplesmente espetacular.
Fala de uma garota que na década de 90 contraiu o vírus da AIDS, com apenas 16 anos. Há partes muito tristes, em algumas partes ela chega a fazer piadinha com as suas desgraças. Mas é bonito ver como ela vai se reerguendo, pouco a pouco, com a ajuda de pessoas que ela passa a conhecer numa viagem de estudos aos EUA.
Pra mim, ler um livro precisar ter mais que a capacidade de entender o que está lendo, mas sim entrar no livro, como se estivessem falando da sua vida ali, você fica preocupado 'e agora o que acontece comigo?' e o livro fica muito mais interessante. E sério, esse livro é surpreendente. Eu amei.
Recomendo para TODAS as pessoas que tenham namorado(a), ou que um dia pretendam ter um. Afinal de contas tooodos nós vamos acabar fazendo 'amor' um dia e o vírus continua aí, mais de dez anos depois ele continua entre nós e sem cura.
Uma parte do livro me tocou bastante e vou deixá-la aqui com vocês, além da mais tocante foi a mais triste também. Fiquem com dedos aguçados.. hehe

Ele ficou em silêncio, parado, me olhando. Eu queria alguma reação. Que berrasse, gritasse, me xingasse... Mas não, ficou estático, apático, só me olhando. Até que, lentamente, virou a face de novo pro horizonte e olhou pro infinito por alguns instantes. Depois fechou os olhos e baixou a cabeça. Pude ver uma lágrima escorrendo pelo seu rosto.

Capitulo 11. Pág. 195.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A Mulher do Silva - Veríssimo


Foi um escândalo quando a frente da casa do Souza apareceu pintada, certa manhã, com a frase sucinta sobre a, digamos assim, conduta moral da mulher do Silva, que morava em frente. O Silva, indignado, foi perguntar ao Souza:
- Quem foi?
- Não sei.
- Como, não sabe?
- A casa é sua.
- Não posso ficar na calçada cuidando pra não pintarem a fachada. Posso?
Não podia. Mas aquilo não ia ficar assim. Pior era que a frase nem citava a mulher do Silva pelo nome. Ela era identificada como “a mulher do Silva”. E, pra que não ficassem dúvidas: “...da frente”.
- Apaga – Pediu o Silva.
- Como?
- Com tinta branca. Pinta por cima.
- Mas a minha casa é amarela.
- Pinta de amarelo.
- Só uma faixa amarela? Vai ficar horrível.
- Então pinta a casa toda.
- E cadê o dinheiro?
- Eu exijo que você pinte a casa toda.
- Só se você me der dinheiro.
- A casa é sua.
- Mas a mulher é sua.
Silva concordou. Pagou uma pintura completa da casa do Souza. Só reagiu quando o Souza sugeriu que ele pagasse também uma pintura interna, que estava precisando. O Silva pediu que o Souza não contasse pra ninguém. Mas a notícia se esplalhou pela vizinhança. E, não demorou muito, a casa do Moreira, que estava com a tinta descascando, apareceu com uma frase na frente sobre certos supostos hábitos da mulher do Silva. O Silva foi lá:
- Quem foi?
- Sei lá. Moleques.
- Apaga.
- Não sai.
- Pinta por cima.
- Só pintando a casa toda.
Quando saiu da casa do Moreira, depois de ter concordado em financiar uma pintura completa, o Silva viu que na frente da casa do Santos, ao lado, estava escrito: “Dou fé.” Já entrou direto na casa do Santos para combinar o preço.
O quarteirão até ficou bonito, com as casas pintadas de novo. Algumas casas, é claro, ainda têm a pintura antiga. E todas as manhãs o Silva as examina, prevendo o pior. Se bem que, segundo alguns, ele também devia vigiar a sua mulher.(Veríssimo)
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